Como preparar a equipe para o retorno presencial

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O retorno ao escritório, seja através do modelo híbrido ou total, é assunto delicado e precisa ser abordado da melhor maneira por empresas e principalmente por líderes, responsáveis pelo manejo no dia a dia dos colaboradores. O primeiro desafio é identificar e separar as pessoas em dois grupos: aqueles que estão ansiosos e dispostos pela volta, e aqueles que sentirão grande desconforto. Muitas pessoas relatam comportamentos de alto estresse em decorrência da pandemia, seja por preocupações de caráter econômico ou mesmo por ter ficado doente ou ter acompanhado um familiar doente. Esse segundo grupo terá muitos receios e resistências para voltar ao escritório, e isso precisa ser levado em conta por empresas que desejam voltar ao escritório físico.

A Harvard Business Review preparou 4 dicas que líderes podem implementar para auxiliar nessa transição de volta para o escritório:

 

1. Comunicação 

Em circunstâncias normais, colaboradores mantêm um bom desempenho quando possuem um bom nível de estabilidade, sem estarem sobrecargas ou distrações por conta de mudanças frequentes ou um ambiente hostil. Depois de mais de um ano de uma pandemia, as pessoas precisam e esperam por estabilidade em qualquer âmbito da sua vida. Uma boa maneira de aliviar essa pressão para o momento de retorno é passar informações detalhadas sobre protocolos de segurança e como será essa transição de volta ao escritório. Quem está nervoso com a volta, seja por sua saúde ou pela saúde dos colegas, ficará mais tranquilo e evitará um ponto de estresse. A preocupação sanitária, contudo, não é a única preocupação dos colaboradores, que podem não saber mais sobre seu papel na empresa ou mesmo entre colegas. É importante, portanto, manter um canal de comunicação aberto, oferecendo elogios e feedbacks sempre que possível para retomar a  construção de um senso de pertencimento neste novo momento.

 

2. Escute

Se a sua empresa ainda não implementou estratégias de Employee Listening, talvez seja a hora certa para ir atrás dessas melhorias. Nesse momento de alto estresse e incerteza,  falar sobre o que cada um está vivendo ou sentindo pode trazer muitos benefícios para quem fala e também para quem escuta. Saber ouvir com atenção plena demonstra empatia e acolhimento, mantendo a motivação da equipe em alta. O apoio profissional com psicólogos e psiquiatras também não deve ser descartado, e empresas podem e devem contar com este suporte para seus colaboradores. É papel da liderança, além de ouvir atentamente, propor estes espaços para fala, permitindo que as pessoas expressem suas preocupações e se sintam mais confortáveis no retorno.

 

3. Conexões

Depois de mais de um ano trabalhando exclusivamente em casa, muitas pessoas podem se sentir desconectadas não só da empresa, mas também das outras pessoas. Apesar de parecer inicialmente um desafio pessoal, afeta a performance geral e também pode prejudicar os momentos de trabalho em equipe. Estes novos desafios impostos pela pandemia podem aumentar a desmotivação e os temidos turnovers. Líderes podem e devem criar contextos para ajudar colaboradores neste momento de reconexão com a empresa e colegas, seja através de dinâmicas em equipe ou aproximando pessoas-chave para um determinado projeto.

 

4. Emoções

Ser responsável por uma transição não é tarefa fácil, ainda mais quando existem muitas variáveis acumuladas como pressão por resultados, gerenciamento de pessoas e até mesmo medidas de segurança sanitária. O líder, portanto, precisa estar atento às suas próprias emoções e sentimentos, uma vez que fica fácil colocar uma sobrecarga por estar cuidando em primeiro lugar de outros colaboradores.

 

Não importa o seu papel dentro da empresa, é importante estar atento e trabalhar ativamente na motivação das equipes (inclusive para papéis de liderança) inclusive neste momento de retorno ao escritório presencial. Aproveite esta oportunidade e saiba mais como podemos ajudá-lo na sua estratégia de Employee Listening para a sua empresa.

* Texto produzido por Letícia Dallegrave, mestra em Comunicação Social e Publicitária.

 

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