O trabalho remoto e as novas possibilidades de contratação: os talentos flexíveis/abertos

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As empresas mudaram drasticamente a forma como trabalham em decorrência da pandemia do COVID-19, seja permitindo um modelo de trabalho híbrido, flexível ou mesmo adotando o trabalho remoto como padrão.

O experimento forçado com trabalho remoto nos últimos dois anos mostrou a algumas organizações o lado positivo das abordagens de trabalho que nunca teriam considerado de outra forma. Também mostrou aos trabalhadores que eles não estão tão presos ao tradicional 9-5 no escritório em uma empresa como eles poderiam ter pensado. Para ambos, não há como voltar atrás.

Por isso, considerar modelos híbridos ou flexíveis pode aumentar a retenção de talentos para a sua empresa. Entendendo essa tendência de trabalho, Adam Ozimek e Christopher Stanton separam algumas dicas para as empresas usarem o que eles chamam de “talentos flexíveis/abertos”

 

Por que usar talentos flexíveis e abertos?

Os modelos flexíveis têm tradicionalmente servido a três propósitos:

  1. Flexibilidade. Organizações podem aumentar e diminuir a equipe conforme a variabilidade da demanda.
  2. Modelos flexíveis permitem a terceirização de pequenas tarefas em que não faz sentido ter um profissional em tempo integral para realizá-las.
  3. Estratégias flexíveis de talentos podem fornecer habilidades inovadoras e diversas que não são encontradas em canais de recrutamento tradicionais. 

Ainda assim, existem barreiras para que as organizações adotem o modelo aberto. O desconforto com o trabalho remoto foi um dos mais significativos, pois o talento flexível normalmente é remoto. A resistência também vem da inércia ou burocracia da empresa, preocupações com IP ou riscos de segurança e falta de familiaridade com as ferramentas e práticas de gerenciamento que tornam o talento aberto eficaz. Como resultado, as empresas buscavam talentos principalmente em seus mercados de trabalho locais ou redes de recrutamento de fato, e principalmente para acordos de contratação tradicionais.

Contudo, essa é uma tendência que está mudando e o trabalho em modelo de freelance vem crescendo em interesse tanto para empresas quanto para trabalhadores, que buscam um modelo de trabalho mais flexível e controlável, principalmente após a Grande Renúncia.

Quais trabalhos ou tarefas são mais favoráveis ao modelo de talento flexível/aberto?

O modelo flexível/aberto provou ser eficaz para uma ampla variedade de trabalhos e tarefas. As principais categorias de habilidades estão em suporte administrativo (incluindo tarefas relativamente rotativas, como entrada de dados) e desenvolvimento de web/software. 

Dada a variedade de habilidades disponíveis, existem algumas situações em que faz sentido usar talentos abertos. Especificamente, quando:

  1. Os colaboradores fixos não podem ser reimplantados facilmente.
  2. Pessoas de fora são mais baratas do que contratar um novo colaborador fixo ou pagar horas extras para os existentes.
  3. Habilidades altamente especializadas são necessárias e não estão disponíveis internamente.
  4. Os retornos de soluções excepcionais são altos.

Nas três primeiras situações, as empresas estão respondendo a uma simples necessidade de talento, mas a última ressalta outra motivação importante: em muitos contextos, descobriu-se que pessoas de fora vencem colaboradores internos frente a frente. Pessoas de fora podem fornecer muitas abordagens ou soluções diferentes para um determinado problema, permitindo que a organização escolha a melhor. Ou seja, em determinadas situações, um olhar de fora pode ser muito benéfico para equipe e empresa, que pode aproveitar dessa situação para gerar um novo aprendizado.

 

Quando os talentos flexíveis e abertos funcionam?

Como as empresas podem decidir quando um modelo aberto faz sentido? É preciso ter em mente alguns pontos. Em tarefas pontuais que ocorrem poucas vezes, o talento flexível/aberto pode ser uma opção caso os custos de integração sejam baixos. Se a frequência é alta, os colaboradores fixos são uma escolha mais assertiva. Em tarefas recorrentes que exijam um conhecimento específico da cultura da empresa, o colaborador fixo sempre será a primeira opção, a não ser que a integração de um talento flexível/aberto seja feita de maneira rápida e barata.

O que isso significará a longo prazo?

O que uma mudança mais ampla para talentos flexíveis significa para as empresas? Os gerentes devem reconhecer que aumentos na disposição de usar talentos abertos significa competição com as melhores empresas pelos melhores talentos. Em uma economia globalizada, as empresas não competem apenas com empresas locais pelos melhores talentos, mas também com qualquer pessoa disposta a pagar pelo trabalho digital. Como resultado, os talentos flexíveis/abertos podem ajudar a democratizar o acesso a oportunidades e potencialmente elevar os padrões de vida em lugares onde as oportunidades locais são escassas.

Quando bem feitos, esses modelos podem gerar resultados excepcionais, mas exigem um gerenciamento intencional. Por isso, é importante ter uma cultura de empresa bem definida e um profissional de RH pronto para lidar com talentos temporários. Por isso, ter uma ferramenta para avaliação de skills e desempenho pode auxiliar neste momento. A Appus tem a ferramenta certa para te ajudar. Entre em contato para saber mais.

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